Quem se lembra da Jewel? Suas letras meio poéticas, talvez, sem sentido para algum já embalaram muitos romances ou noites depressivas de qualquer jovem da decada de 90. Nos anos 2000 ela se rebelou e se vendeu ao mainstream – incluíndo musicas com refrões chiclete e clipes na qual ela dançava… Pois bem, saiam do luto e peguem seu antidepressivo… apresentando: Joanna Newson.
Joanna só tem 28 anos mas já gravou 3 albuns desde 2004. O site RRAUL a define bem: Ela não é o tipo óbvio de artista. Ela se retrai em seu mundo e, por isso, seu trabalho exige tempo de assimilação – a cada audição de seus discos, eles crescem e se desenvolvem. Amiga de Devendra Banhart, a mídia a tem marcado como um dos membros mais proeminentes do movimento moderno do folk psicodélico (freak folk ou psych folk), do qual também fariam parte Animal Collective e Sufjan Stevens, entre outros.
Sim – como grande parte das cantoras ditas folcróricas – ela não gosta disso… Podem rotula-la de indie, até que alguém a defina como Pop.
Americana, de Nevada, ela é cantora, compositora, pianista e – surpreenda-se: Harpista. Influenciada pelo estilo polimétrico de tocar utilizado pelos instrumentistas da África Ocidental que utilizam o kora (um tipo de instrumento de corda ). Daí veio seu método de quatro batidas contra três – o que a faz ter uma forma diferente de tocar o instrumento.
Com uma voz quase que infantil, Joana canta letras densas que misturam o ingles arcaico com as gírias contemporaneas. Seu último album lançado no último mes possui arranjos sutis, melodias limpidas.
A beleza de Have One On Me é comovente. Com duas horas e 18 canções divididas em três discos, os destaques estão distribuídos uniformemente. A amplitude do lançamento torna suas músicas tridimensionais. O álbum triplo resultou em expansão, experimentação e aprofundamento – é íntimo, acolhedor e cristalino. As canções começam com melodias simples, e revelam surpresas em seu decorrer. É um prazer desvendar a enorme quantidade de material contida nos discos, que demoram a ser absorvidos.
Entre no clima…
Veja ela tocando ao vivo:
Joanna por Joanna - em 5min :
Atenção para o momento surto de Diazepan : “Meu animal preferido é o cavalo marinho, meu eu não gostaria de ser um cavalo marinho porque eles parecem ser tão tristes, logo, eu prefereria ser um cavalo.. sim, um cavalo selvagem – não desses que as pessoas calvagam” ( HÃN???! )



